segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vimeiro

O regimento dos Oeste Sketchers juntou-se e foi fabuloso, registou o que conseguiu da recriação histórica da Batalha do Vimeiro de 1808, fizeram registos debaixo de fogo cruzado e com grande "instinto de sobrevivência". 
Nesta batalha não fui fardado mas andei a espiar as tropas do inimigo, o primeiro desenho não começou bem mas acabou por mostrar os sketchers e a população à espera do evento com linhas, depois em manchas, as tropas, portugueses de castanho e camponeses de cinza escuro, ingleses de vermelho e franceses de azul.


À tarde havia animação na feira oitocentista e a variedade de mercadores era impressionante. Enquanto alguns ficaram a desenhar pessoas e fardas, ou a degustar a bela filhós, eu resolvi procurar uma zona calma e mais despercebida com vista para a paisagem do campo de batalha, onde o acampamento militar se mostrava deserto.
Acabei o bloco com um desenho panorâmico, vai deixar saudades, o resto foi convívio ;)




sábado, 15 de julho de 2017

Santa Cruz sem vento

Santa Cruz é daquelas localidades com praias e recantos cheios de paraísos, mas tem carácter, é agreste, de mar e vento encorpado, com nevoeiros e marés bipolares. No entanto, quando a encontramos em alturas de tempo excelente, sem vento, torna-se uma mulher meiga apaixonada, um paraíso.
Praia da Amoeira, uma das minhas favoritas, menos gente, mais maravilhas...

 Praia de Santa Helena e Praia Centro ao fundo (ou das Rochinhas)
Quando vamos embora mas está tão bom que acabamos por acampar outra vez... na praia seguinte...

O fim do dia é óptimo para desenhar sombras, um exercício mesmo interessante. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Com ou Sem

Às vezes levo o bloco a passear, com uma sombra de objectivo que inclui desenhar.
Se me parece obrigação e tenho companhia que não desenha, acabo por esquecer o bloco, mesmo que as paisagens sejam cativantes. Por vezes prefiro dar toda a minha atenção ao diálogo, aos gestos, às expressões, aos detalhes. Dividir um desenho com uma conversa também tira a concentração do traço, embora com companhia ligue muito menos a linhas direitas.
Depois de não ter desenhado nada onde pensava desenhar, à noite, acabei por descobrir umas aguarelas Sakura anciãs com algum pigmento seco nos tubos, com água recuperei o pigmento e fiquei ali entre música e linhas simples a gastar o que restava do Azul Cobalto.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Forte São Vicente III

É impossível fazer tudo, fazer figuração no filme do museu, fotografar, desenhar e operar dois telégrafos. Para a próxima talvez consiga mudar de personagem e ter mais liberdade fazendo de pintor ou retratista da época, com chapéu de palha e instrumentos adequados.
No entanto, e apesar do vendaval, salvaram-se alguns registos rápidos do dia da Inauguração do Centro Interpretativo do Forte São Vicente.




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Forte São Vicente II

O Telégrafo Óptico Inglês, sistema de bolas ou balões, foi um sistema de comunicações usado nas Linhas de Torres Vedras, permitia o envio de mensagens em código e era operado por oficiais e marinheiros britânicos com o apoio de militares portugueses e milícias. 
Ao longo do sistema defensivo composto por fortes e redutos com três linhas defensivas de aproximação a Lisboa, era possível de uma posição central enviar uma mensagem em quatro minutos até à extremidade da linha defensiva e segundo alguns em sete minutos desde a primeira linha até Lisboa.
Aqui ficam algumas tentativas de registo das movimentações e preparativos para a encenação e explicação de como os telégrafos ópticos de há duzentos anos funcionavam.





Telégrafo de Ponteiro, inventado por Francisco António Ciera, um sistema de comunicação de médio alcance, mais barato e simples de montar e operar.

 Neste dia, ainda consegui fazer uma aguarela com linha vermelha à hora de almoço e outra ao fim do dia, relativamente rápidas com alguns percalços entre demasiado sol, vento, nuvens e até chuva...



domingo, 2 de julho de 2017

Praia

Depois de alguns dias atribulados e um Sábado cheio de actividade,  a manhã de Domingo foi de descompressão, reflexão e um pouco de desenho...


Forte de São Vicente I

No inicio das preparações para a inauguração do Centro Interpretativo do Forte São Vicente, em vez de tirar apenas fotografias decidi fazer alguma reportagem gráfica, em parte difícil porque é impossível carregar, montar e organizar coisas e ao mesmo tempo desenhar... Também não é um tipo de desenho onde tenha experiência, é difícil fazer desenhos rápidos ou figuras em movimento. Mas o pequeno bloco de bolso e alguns marcadores velhos, servem para isso...








  

terça-feira, 27 de junho de 2017

Vista

Quando morei em Lisboa tinha uma vista a 180º sobre o rio e a ponte, com o manto de luzes das margens, com cruzeiros e aviões que por ali entravam, uma vista que abraçava o quarto e os jantares românticos... Na altura desenhava muito pouco e fotografava bastante. Agora não a posso desenhar, mas tenho um céu e duas buganvílias gigantes que espreitam pelo quarto e de vez em quando surpreendem...


Sinto que desenhos em vez de fotografias tinham deixado registos muito mais interessantes.

domingo, 25 de junho de 2017

Santarém

Santarém estave cheia de gente, de sketchers, de vontade, de coisas para ver e pessoas para conhecer.
Depois de alguma caminhada explorando ruas e jardins, eu e o Pedro Alves paramos no jardim e miradouro das Portas do Sol, a vista era de tirar o fôlego. Ficamos ali a rabiscar e a pintar, falando de aguarela e paisagem, do Ribatejo e da vida.


De tarde, a sesta aliciava, mas havia tanta coisa para ver e tentar desenhar.
A chuva ainda me atrapalhou as linhas e o tempo passou a correr, aqui ficou Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil, com descanso eterno na Igreja da Graça, cheia de detalhes e uma daquelas rosáceas hipnotizantes.

Tapada da ajuda

Sempre tivera curiosidade pela grande área do Instituto Superior de Agronomia, durante alguns anos frequentei uma parte da tapada e alguns atravessamentos, nunca imaginaria toda a sua dimensão assim como o valor de algumas pérolas ali escondidas.
Neste encontro arrastei mais uma sketcher nova e acho que é para continuar :)

Desenho em andamento pela manhã.


 Vistas sobre os campos e Lisboa, estendendo a margem sul até ao horizonte do Algarve (quero acreditar)

 Observatório Astronómico de Lisboa e o seu jardim romântico, como um amante esquecido, perdido, entre o silêncio e o cantar dos pássaros, envelhecendo com o tempo.


Manto de dragoeiros e sketchers à conversa sobre desenho e sobre a vida.

Uma tarde fabulosa, pelas pessoas, pelas partilhas, pela beleza do que conseguimos ver nos traços invisiveis...

Depois de tomar café e reencontrar Santo Amaro em festa com outros olhos, ainda deu para desenhar esperando pelo autocarro.